domingo, 13 de fevereiro de 2011

Memories.



A noite chega e lembranças me invadem como uma sequência de balas. Isso dói, sim, dói muito. Elas perfuram cada parte do meu ser, sem pena. E o alvo principal é o meu coração. São assim, todas as minhas noites. Sempre lutando contra as tentativas inúteis de afastar qualquer coisa que me faça lembrar você. Tentando bloquear minha mente, controlar qualquer pensamento indesejado, mas não, eles são mais fortes do que eu. É como se fosse automático. As lembranças vêm e vão, arrancam lágrimas, deixam saudade. São feridas incuráveis renovadas a cada dia. Cada vez maiores, cada vez mais dolorosas. Mas o pior não é isso. O pior é ter que conviver com essas feridas diariamente, como se nada tivesse acontecendo. O pior é ter que ser forte quando você tem a sensação de que pode cair a qualquer momento. O pior é ter que sorrir enquanto teu coração chora em silêncio. O pior é sentir que esse imenso vazio nunca vai ter um fim. Mas quando eu sinto tudo isso, eu abro a janela e olho pro céu, contemplando a beleza da lua e das estrelas eu deixo as lembranças fluírem, me dominarem. As vezes eu simplesmente choro, as vezes eu simplesmente rio, as vezes eu choro e rio ao mesmo tempo. Passo horas perdida no tempo, imersa em meus pensamentos. O único lugar onde eu posso ser livre, onde todos os meus sonhos se realizam. O único lugar onde ninguém pode me encontrar.



Fernanda Carolina

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